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Tango argentino trabalha o equilíbrio, a coordenação e as “dores da alma”

Postado em 24/01/2012

Uma beleza triste que conquista. O tango argentino, nascido no final do século XIX no subúrbio da cidade de Buenos Aires, resulta da mistura de diversos ritmos. No início, era alegre e festeiro, muito próximo a milonga. A alegria cedeu lugar à melancolia através de artistas que o disseminaram pelo mundo. No início, o tango estava associado aos prostíbulos e cabarés, ao porto e aos estivadores. Mas saiu das chamadas zonas baixas e partiu para a conquista das classes mais abastadas, principalmente após o sucesso na Europa.
 
Bandolim, flauta e violão construíam originalmente a melodia desta música. Mais tarde, foram incorporados o "bandoneón" ou acordeão. Entre os principais expoentes da música estão o lendário Carlos Gardel, autor e intérprete, deu o tom poético e melancólico ao gênero e foi o seu grande divulgador, principalmente nas décadas de 1920/30, até falecer tragicamente aos 45 anos em um acidente aéreo; Astor Piazzolla, grande renovador do tango dos anos 1970/80, deu-lhe uma nova roupagem e perspectiva ao romper com os moldes clássicos.

Hoje, o tango é um importante símbolo que identifica a alma portenha e continua a seduzir plateias mundo afora.  

Enquanto dança, o tango foi banido no início dos ambientes familiares por ser considerado “impróprio” e “indecente”. Incorporou características de outras danças, como a habanera. Mas o tango é uma dança extremamente criativa e hábil, e novos passos foram sendo criados pelos casais que dançavam cada vez mais próximos. Se os passos mais “extravagantes” foram deixados de lado quando o tango entrou nos salões da alta sociedade, foram retomados hoje nas casas de tango e competições.

Para aprender o tango não é preciso ter um corpo ideal ou alto desempenho muscular e físico. Mas é preciso saber que se trata de uma dança que possui uma linguagem muito própria, estrutura e técnica. Certifique-se que o professor é um conhecedor profundo deste ritmo e da sua rica história, dos conceitos, elementos básicos e vocabulário próprios.

São quatro os conjuntos de movimentos que definem o tango: “salida”, “caminada”, giro e “cierre”, cada um com suas variações e sub-estruturas que, pouco a pouco, com paciência e perseverança, o seu corpo irá absorvendo. Mas o tango é também improviso, e para isso é preciso estudá-lo, buscar o eixo correto, a boa postura e a perfeita harmonia que deve existir entre o par.

Por: AgComunicado

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